11 tendências de mercado para os próximos 10 anos

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A tecnologia acelerou, ainda mais, a velocidade com que as mudanças estão ocorrendo, por isso, a procura por tendências de mercado e de consumo tem aumentado consideravelmente. Já que, é com a análise e a interpretação de pesquisas e dados de mercado, além da antecipação de tendências de mercado, que as empresas podem definir as estratégias para os próximos anos. Portanto, para os profissionais que buscam informações para identificar as oportunidades e desafios que estão por vir nos próximos 10 anos, listamos, neste artigo, dez tendências de mercado apresentadas na pesquisa Future Focus 2020 da iProspect, agência de marketing digital presente em 59 países, inclusive no Brasil. Acompanhe!

2020: Pagamentos por aproximação

De acordo com a iProspect, mais de um bilhão de pessoas devem realizar algum tipo de pagamento digital por aproximação ainda em 2020. Certamente, a pandemia do Coronavírus acelerou esse processo, pois muitos bancos já estavam emitindo cartões de crédito contacless antes mesmo de março desse ano. Além disso, aplicativos como PicPay e Iti que, através de QR Code ou mesmo bluetooth, efetuam pagamentos sem a necessidade do cartão físico também estão em crescimento. O PicPay, por exemplo, já conta com mais de 20 milhões de usuários e pretende atingir R$ 31 bilhões em transações até o final do ano, como aponta o CEO Gueitiro Genso.

Como essa tendência de mercado afeta o marketing?

Essa tendência já é uma realidade para muitas pessoas, que aderiram aos cartões contacless e aos aplicativos de pagamento por aproximação. Mas essa não é só uma possibilidade para os bancos e as fintechs. E-commerces e empresas de delivery também podem aproveitar essa oportunidade, oferecendo pagamento via aplicativo, whatsapp ou qualquer outro formato.

2021: Vendas online pelo celular

A estimativa da iProspect é que 44% das vendas on-line realizadas na Europa Ocidental sejam iniciadas com o celular. No Brasil, os números de usuários que compram pelo smartphone também estão crescendo, como aponta a Social Miner. Na Semana do Brasil, que acontece de 3 a 13 de setembro, 33% dos pesquisados fizeram compras pelos dispositivos móveis, contra 24% no ano passado. Além disso, no mundo todo, são mais de 5 bilhões de pessoas usuárias únicas de smartphone, de acordo com o Digital Report da Hootsuite.

Como essa tendência de mercado afeta o marketing?

Se os usuários estão mais focados no mobile, as marcas também precisam direcionar suas forças para essa estratégia. Portanto, sites, aplicativos, e-mails marketing e campanhas devem ser criados de forma responsiva. Por isso, técnicas como o Mobile First, que como o nome já diz, reforça que a criação do projeto para web deve acontecer primeiro pensando na experiência de navegação em dispositivos móveis e depois em desktops, vem se destacando no setor.

2022: Transformação Digital

De acordo com a iProspect, em 2022, US$1,97 trilhão deve ser gasto com transformação digital ao redor do mundo. Ou seja, o uso da tecnologia para melhorar o desempenho, aumentar o alcance e garantir melhores resultados já é uma realidade em muitas empresas, no entanto, é uma tendência que irá expandir ainda mais.

Como essa tendência de mercado afeta o marketing?

Não é de hoje que a era digital invadiu o marketing e deixou para trás as mídias offline, que precisaram se reinventar, aliando as estratégias off e online para reter o usuário. Isso nos mostra que, cada vez mais as estratégias multiplataformas poderão aumentar os resultados, seja do marketing digital ou do offline.

2023: Assistência digital de voz

Segundo a iProspect, as Alexas e Siris irão dominar o mundo! A projeção é que até 2023, o número de assistentes de voz digitais deve se igualar ao de habitantes no planeta. Mesmo que, hoje, os pedidos para as assistentes virtuais ainda sejam muito simples, como: “Ligue para a minha mãe”, “Qual a previsão do tempo” ou “Toque minha música predileta”.

Como essa tendência de mercado afeta o marketing?

Essa tendência, ainda, não faz parte da rotina diária de muitas pessoas, a não ser para mostrar para os amigos como a Siri faz um beatbox ou pedir para a Alexa falar em baleies. Mas, quando as pessoas realmente incorporarem esses pedidos ao seu dia a dia, sua empresa está pronta para responder se é possível reservar uma mesa via assistente virtual, por exemplo? Para que, em 2023, você esteja à frente dos concorrentes, é importante olhar para esta tendência.

2024: Miscigenação da população

Em 2024, as minorias não-brancas devem representar 42% da população dos Estados Unidos, segundo a iProspect. Já no Brasil, de acordo com o IBGE, atualmente, mais de 55% da população se declara preta ou parda, sendo 8,6% a primeira e 46,8% a segunda. Se compararmos com o primeiro trimestre de 2012, pretos eram 7,5% enquanto pardos 44,6% da população. Não é só a população negra que está crescendo, mas sim, aqueles que se autodeclaram negros. Segundo o IBGE, comparando os anos de 2020 e 2012, houve um aumento de 36% no número de pessoas que se declaram pretas e 10% para as pardas. Já a população branca, encolheu 3% no período comparado.

Como essa tendência de mercado afeta o marketing?

Apesar do marketing inclusivo já ser uma realidade na teoria, na prática, as minorias, que não sejam pessoas brancas, heteros, sem nenhuma deficiência e magras, não se sentem representadas nas campanhas. Um estudo feito pelo Instituto Ipsos em 28 países, aponta que sete em cada dez pessoas acham que a publicidade não reflete o mundo ao seu redor, e 63% não se sentem representadas por essas peças. Em outras palavras, o Marketing Inclusivo não só é uma tendência, como também é algo que as marcas devem colocar em prática além do discurso.

2025: Expansão do Sudeste Asiático

A iProspect afirma que o comércio eletrônico no Sudeste Asiático – que engloba os países Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Cingapura, Tailândia, Timor Leste e Vietnã – deve exceder US$ 150 bilhões em Valor Bruto de Produção. Por outro lado, os especialistas financeiros também indicam que a crise do Coronavírus levou muitos países a repensarem a dependência econômica da China. De acordo com Pierre-Marrie Relecom, sócio-diretor da Relecom & Partners, a Apple, que tinha 80% dos componentes de seus produtos feitos na China, já começou a diversificar os países fornecedores.

Como essa tendência de mercado afeta o marketing?

Certamente, os países considerados potências ainda estão nos continentes norte-americano e europeu. Mas, não podemos negar que a Ásia vem ganhando espaço. Primeiramente, com a expansão da China, e agora com o crescimento dos países do Sudeste Asiático. Talvez esta seja a tendência que menos impacte diretamente o marketing. Mesmo assim, o ambiente globalizado, o potencial de crescimento, a ascensão da classe média, a mão de obra qualificada e o avanço da infraestrutura já são motivos para nos fazer ficar de olho nesses países.  

2026: Crescimento do mercado de transporte

Em 2026, o mercado global de transporte sob demanda deve chegar a US$ 305 bilhões, aponta a iProspect. No passado, quando queríamos ver um filme, tínhamos que consultar a programação para saber quando ele ia passar. Hoje, procuramos pelo título nas plataformas de streaming e apenas apertamos o play. Esse é o conceito da palavra “sob demanda”, que derivou do termo em inglês “on demand”. Por que, então, não usar a mesma estratégia com o transporte? Além dos aplicativos de mobilidade urbana, como Uber e 99, os meios de locomoção coletivos também estão testando os formatos sob demanda com aplicativos, como Buser, 4Bus e Ubus, que conectam passageiros a veículos de transporte coletivo.

Como essa tendência de mercado afeta o marketing?

É fato que, o marketing deve acompanhar o avanço da mobilidade urbana. Uma vez que é a comunicação e a tecnologia que poderão ampliar o alcance dos sites e aplicativos de transporte.  

2027: Aumento da população chinesa

Segundo a iProspect, a classe média da China deve se tornar a maior do mundo em 2027. Aliás, como mencionamos aqui, o continente asiático promete um boom de crescimento nos próximos 10 anos.

Como essa tendência de mercado afeta o marketing?

Não existe melhor forma de ilustrar essa tendência do que mencionar o TikTok. Um aplicativo de compartilhamento de vídeos curtos desenvolvido pela ByteDance, uma empresa de tecnologia chinesa. Apesar da rede enfrentar uma batalha para fincar raízes nos EUA, seu crescimento impressiona. Só no segundo trimestre de 2020, o TikTok ganhou 25 milhões de novos usuários nos EUA. No mundo todo, são mais de 800 milhões, sendo 75% ativos diariamente. Acredito que esses números já ilustrem o potencial da China, não é mesmo?

2028: Expansão de peças publicitárias para dispositivos móveis

Para a iProspect, em 2028, o mercado de peças publicitárias para dispositivos móveis, alimentado pelo 5G, deve chegar a US$ 178 bilhões em todo o mundo, um aumento de 141% em relação a 2018. Já provamos a importância dos dispositivos móveis quando abordamos a tendência das vendas online pelo celular. Esse é apenas mais um motivo que prova o quanto somos obcecados pelos smartphones.

Como essa tendência de mercado afeta o marketing?

A era dos anúncios mal dimensionados que ficam, ou muito grandes ou muito pequenos, na tela do celular já deveria ter ficado para trás. Lembre-se: mobile first!

2029: Mais empregos globais

Mais de 15 milhões de empregos na indústria em todo o mundo poderão ter sido deslocados globalmente em 2029, de acordo com a iProspect. Ou seja, se o desenvolvimento está se deslocando, os empregos também o farão.

Como essa tendência de mercado afeta o marketing?

Ainda é difícil dizer como essa tendência pode afetar o marketing. O que já sabemos é o endomarketing pode ser um elo importante para unir diferentes unidades de empresas com atuação global.

2030: Surgimento de megacidades

Em 2030, a iProspect aponta que 43 megacidades – aquelas com mais de 10 milhões de habitantes – deverão existir. Deli, na Índia, deve ser a mais populosa de todas. Mais uma tendência que aponta o crescimento do continente asiático.

Como essa tendência de mercado afeta o marketing?

O grande número de pessoas pode dificultar a locomoção, a comunicação e até a sobrevivência nas megacidades. Portanto, as empresas devem estar preparadas para esse crescimento e os possíveis caos que ele pode causar. Ações como, pesquisas de mercado, estudos de tendências e gestão de crise serão primordiais para antecipar o que está por vir.

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